A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo atingiu 455,1% ao ano em maio, o maior nível desde março de 2017. A dívida no cartão de crédito costuma ser a mais comum entre os milhões de brasileiros endividados. Entenda como são calculados os juros e dicas para sair do vermelho.
Juros do cartão
Quem não paga o cartão no vencimento precisa pagar juros altos. A taxa de 455,1% ao ano representa juros de 15,18% ao mês.
É como pegar dinheiro ‘emprestado’. O banco concede o dinheiro para cobrir a fatura e, no mês seguinte, é preciso pagar as contas daquele mês, mais os juros.
A modalidade costuma ter os juros mais altos do mercado. Vale lembrar que a taxa básica de juros (Selic), que é considerada alta e tem sido alvo de críticas do governo e de empresários, está atualmente em 13,75% ao ano.
Dívida do cartão de crédito é a principal causa de inadimplência. Entre as contas em atraso, o cartão de crédito lidera (31%), seguido por empréstimo em banco ou financeira (26%), crediário (21%), cheque especial (15%) e telefone (11%), segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Uma fatura de R$ 1.000 vira R$ 1.185,60 no mês seguinte, com juros, multa e IOF. O cálculo foi feito por Eduardo Reis Filho, educador financeiro e especialista em investimentos. Com um primeiro atraso, o banco cobra o juro do rotativo, de 15,18%, mas já propõe um parcelamento da dívida, a juros menores (6%). A regra foi determinada pelo Banco Central em 2017 para evitar superendividamentos.
Se o cliente pagar a 1ª parcela quando a conta vem parcelada, isso significa que ele aceitou a proposta de parcelamento. Ao aceitar o parcelamento, é como se ele tivesse assinado um novo empréstimoEduardo Reis Filho, educador financeiro e especialista em investimentos
Fonte: UOL



