A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 1,62% em março de 2022 na comparação com fevereiro. Esse foi o maior resultado para o mês de março desde 1994 (42,75%), antes da implantação do Real.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o indicador acumula alta de 3,20% e, nos últimos 12 meses, de 11,30%, acima dos 10,54% observados nos 12 meses anteriores.
De acordo com o IBGE, a alta foi puxada principalmente pelos preços dos combustíveis, em especial, o da gasolina (6,95%), que foi o item com maior impacto individual (0,44 ponto percentual) no índice do mês. Também houve alta forte no gás veicular (5,29%), etanol (3,02%) e óleo diesel (13,65%).
Os cálculos já refletem o reajuste de até 24,9% anunciado pela Petrobras que entrou em vigor no dia 11 de março. Com este último levantamento, já são 7 meses seguidos com a inflação rodando acima dos dois dígitos.

Alimentação e bebidas também ajudaram a puxar a alta (2,42%). No grupo dos alimentos e bebidas, a alta de 2,42% decorre, principalmente, dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (3,09%). A maior contribuição (0,08 p.p.) foi do tomate, cujos preços subiram 27,22% em março.
A cenoura avançou 31,47% e já acumula alta de 166,17% em 12 meses. Também subiram os preços do leite longa vida (9,34%), do óleo de soja (8,99%), das frutas (6,39%) e do pão francês (2,97%).
Por outro lado, houve queda de 7,33% nos preços das passagens aéreas. “Isso porque a metodologia empregada no indicador considera uma viagem marcada com dois meses de antecedência. A variação reflete a coleta de preços feita em janeiro para viagens realizadas em março”, detalha o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.
Alta em todas as áreas
A pesquisa mostra ainda que todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março. A maior variação ocorreu na região metropolitana de Curitiba (2,40%), onde pesaram as altas da gasolina (11,55%), do etanol (8,65%) e do ônibus urbano (20,22%). Já a menor variação foi registrada no município de Rio Branco (1,35%), onde houve queda nos preços das passagens aéreas (-11,33%) e do frango inteiro (-2,10%).
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Fonte: Yahoo



