A automação das produções e indústrias é uma realidade cada vez mais comum, porém nem toda empresa possui milhares de reais para comprar as máquinas que ajudam na produtividade. Pensando nisso, um novo mercado curioso tem nascido: o serviço de assinatura de robôs.
Funciona de forma semelhante aos modelos de assinatura oferecidos pelos fabricantes de software, em que os clientes pagam taxas de uso mensais ou anuais em vez de comprar os produtos. Se uma máquina custa R$ 500 mil, a assinatura desse serviço sai por R$ 70 a hora.
Fornecedores norte-americanos como a Formic, Robex e Rios, estão projetando, instalando o equipamento, fornecendo manutenção e cobrando dos clientes uma taxa fixa que compete e geralmente supera os salários dos trabalhadores por hora.
Os provedores de automação assumem o risco do equipamento operar conforme anunciado em troca do fluxo constante de receita. De acordo com a Bloomberg, embora a tendência de automação de assinaturas esteja apenas começando, ela pode se expandir rapidamente se seguir o mesmo caminho que o software fez.
A principal vantagem é que os robôs podem economizar até 60% dos custos trabalhistas das empresas, ao mesmo tempo em que oferecem ganhos de eficiência e eliminam as interrupções de produção de trabalhadores que pedem demissão.
Brasil engatinha na automação
Segundo relatório elaborado pela empresa de pesquisa Information Services Group (ISG), a automação industrial ainda está em estágio inicial no Brasil e muitas empresas estão em fase de implementação de seus projetos.
O Brasil ocupa a 57ª posição no Global Innovation Index 2021, entre 132 economias, quando subiu cinco posições e alcançou sua melhor classificação desde 2012, o que mostra uma perspectiva promissora para o crescimento da automação industrial.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os maiores obstáculos para a implementação de soluções e tecnologias de automação industrial são, em primeiro lugar, falta de capital/recursos, seguido de alto custo e dificuldade de crédito. Em terceiro lugar, está a falta de mão de obra qualificada.
Fonte: Yahoo



