Saber como abrir um MEI é o primeiro passo para quem quer sair da informalidade, emitir nota fiscal e ter acesso a benefícios do INSS pagando pouco por mês. O MEI, sigla para Microempreendedor Individual, é a forma mais simples e barata de formalizar um pequeno negócio no Brasil. Neste guia atualizado para 2026, você vai encontrar o passo a passo completo do cadastro, os custos envolvidos, quem pode se tornar MEI e quais obrigações assumir depois de abrir. O conteúdo é informativo; para casos específicos, vale confirmar as regras no Portal do Empreendedor.
O que é o MEI e para quem serve
O MEI foi criado para formalizar trabalhadores por conta própria, como cabeleireiros, vendedores, prestadores de serviço, artesãos e pequenos comerciantes. Ao se tornar MEI, o empreendedor recebe um CNPJ, passa a emitir notas fiscais e contribui para a Previdência Social com um valor fixo mensal, bem menor do que o de outras categorias de empresa.
É uma opção ideal para quem está começando e fatura pouco, mas quer trabalhar de forma legal, vender para empresas que exigem nota e garantir direitos como aposentadoria e auxílio-doença. Antes de aprender como abrir um MEI, é importante checar se você se encaixa nas regras.
Quem pode ser MEI em 2026
Para se enquadrar como Microempreendedor Individual, é preciso cumprir alguns requisitos básicos:
- Faturar dentro do limite anual previsto para o MEI (um teto atualizado periodicamente pelo governo);
- Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa;
- Ter no máximo um empregado contratado;
- Exercer uma atividade permitida na lista oficial de ocupações do MEI.
Se você ultrapassar o limite de faturamento ou exercer uma atividade que não está na lista, será necessário migrar para outra categoria, como Microempresa (ME). Por isso, confirme sempre no Portal do Empreendedor se a sua profissão é aceita antes de fazer o cadastro.
Como abrir um MEI: passo a passo
O melhor de tudo é que o processo é gratuito e 100% online. Veja o passo a passo de como abrir um MEI em 2026:
- Tenha em mãos seus documentos: CPF, RG ou CNH, título de eleitor ou número do recibo da última declaração de Imposto de Renda, e um endereço residencial e comercial.
- Acesse o Portal do Empreendedor: entre no site oficial do governo (gov.br) e procure a opção “Quero ser MEI”.
- Faça login com a conta gov.br: você precisará de uma conta gov.br com nível de segurança adequado (prata ou ouro).
- Preencha os dados do negócio: informe a atividade principal e as secundárias, o nome fantasia e a forma de atuação (em casa, na rua, em local fixo, etc.).
- Confirme e finalize: revise as informações e conclua o cadastro. Na hora, você recebe o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), já com o seu CNPJ.
Pronto: em poucos minutos você sai da informalidade. Guarde o CCMEI, pois ele funciona como o “contrato social” do MEI e costuma ser pedido em bancos e fornecedores.
Quanto custa manter um MEI
Abrir é grátis, mas manter o MEI tem um custo mensal fixo pago por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Esse valor reúne a contribuição ao INSS e, quando se aplica, impostos como ICMS e ISS. O valor é baixo e varia conforme a atividade:
| Tipo de atividade | O que compõe o DAS |
|---|---|
| Comércio ou indústria | INSS + ICMS |
| Prestação de serviços | INSS + ISS |
| Comércio e serviços juntos | INSS + ICMS + ISS |
A contribuição mensal corresponde a uma pequena porcentagem do salário mínimo para o INSS, mais alguns reais de imposto. É justamente esse custo baixo que torna o MEI tão atrativo para quem está começando.
Vantagens de ser MEI
- CNPJ próprio: permite emitir nota fiscal e vender para empresas e órgãos públicos.
- Benefícios do INSS: acesso a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para dependentes.
- Conta bancária PJ: facilita separar as finanças pessoais das do negócio e conseguir crédito.
- Menos burocracia: a formalização e a declaração anual são simples e podem ser feitas pela internet.
- Baixo custo: a carga tributária é reduzida em comparação com outros regimes.
Obrigações do MEI: o que fazer depois de abrir
Depois de entender como abrir um MEI, é essencial manter as obrigações em dia para não perder os benefícios nem acumular dívidas:
- Pagar o DAS todo mês: o boleto vence normalmente no dia 20 e mantém seus direitos ativos.
- Fazer a Declaração Anual (DASN-SIMEI): uma vez por ano, você informa o faturamento do ano anterior.
- Emitir notas fiscais quando exigido, principalmente em vendas para outras empresas.
- Controlar o faturamento: acompanhe para não ultrapassar o limite anual permitido.
Manter tudo organizado desde o começo evita dor de cabeça. Vale a pena abrir uma conta em um banco digital para separar as finanças do negócio, cuidar do seu score de crédito e entender como declarar o Imposto de Renda quando necessário.
Perguntas frequentes
Abrir um MEI é realmente de graça?
Sim. O cadastro no Portal do Empreendedor é gratuito. Cuidado com sites e intermediários que cobram taxas para fazer algo que você mesmo consegue sem custo.
Quanto tempo demora para abrir?
O registro é imediato. Ao concluir o cadastro online, o CNPJ e o CCMEI são emitidos na hora.
Quem é CLT pode abrir um MEI?
Na maioria dos casos sim, mas há exceções dependendo do contrato de trabalho e da atividade. É recomendável verificar as regras e o seu contrato antes de formalizar.
O que acontece se eu ultrapassar o limite de faturamento?
Você pode ser desenquadrado e migrar para Microempresa (ME). Se o excesso for pequeno, há regras específicas de ajuste; se for grande, a mudança costuma ser obrigatória.
Conclusão
Agora que você já sabe como abrir um MEI, dá para perceber que a formalização é simples, rápida e barata. Com um CNPJ nas mãos, você ganha credibilidade, acesso a benefícios previdenciários e a possibilidade de crescer de forma legal. O segredo é manter as obrigações em dia e controlar o faturamento para aproveitar todas as vantagens. Este conteúdo é informativo; para situações específicas, consulte sempre as fontes oficiais e, se necessário, um contador.



