O bitcoin, a criptomoeda mais negociada do mercado, passou a semana rondando os US$ 30 mil e está em tendência de queda. As cotações, muito voláteis, estão perto do seu maior valor em um ano, mas muito longe do topo histórico de US$ 69 mil registrado em 2020. Será esta a hora de comprar?
Na visão de Fernando Pereira, gestor de conteúdo na Bitget, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, a resistência em US$ 30 mil deve ser de curto prazo. No mercado, resistência é um preço onde há muitos vendedores, e isso torna mais difícil sua ruptura. “O natural agora seria um recuo nas cotações, aumentando a oferta e permitindo que grandes investidores consigam acumular mais bitcoins para uma nova alta, provavelmente no fim do ano”, afirma Pereira.
A análise realizada com exclusividade para a Forbes mostra que o momento do dólar também impacta no valor da criptomoeda. “O DXY, índice que mostra a força do dólar frente a outras moedas, deixou um fortíssimo padrão de alta, caracterizado por um ‘bear trap’”, avalia Pereira. “Uma valorização do dólar perante a outras moedas também significa uma valorização do dólar perante ao bitcoin, ou olhando por outros olhos, uma desvalorização do Bitcoin perante ao dólar.”
O momento também pode ser caracterizado por uma forte realização de lucro dos investidores com mais de 10 mil bitcoins em carteira. De acordo com os gráficos, a última semana registrou grandes vendas após a criptomoeda atingir os US$ 30 mil.
No geral, o especialista vê as possibilidades de uma queda ainda maior na moeda digital, mas nada muito forte e não acredita que os ativos cheguem a casa dos US$ 15 mil. “Em breve devemos ter a oportunidade de comprar BTC em uma região de preço mais baixo, próximo a US$ 28 mil. Porém, esta é uma correção normal de um mercado de alta, que vemos em toda e qualquer tendência”, diz.
Fonte: Forbes



